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segunda-feira, 24 de março de 2014
Taberna do Largo
A Taberna do Largo, gastronomia com todos.
Petiscos portugueses de chorar por mais, acompanhados por bons vinhos a copo, produtos regionais, nomeadamente queijos, enchidos e doces típicos, são a essência da Taberna do Largo.
Mas há muitas outras tentações do cardápio para percorrer: cogumelos frescos salteados, peixinhos em conserva, chouriço assado, sandes de presunto, entre outras.
Estacionados numa tábua, os queijos e os enchidos, mostram-se para serem calmamente saboreados. E, nesta encruzilhada de paladares nacionais, a alheira é uma das protagonistas: pode optar pela alheira na chapa ou cozinhada com ovos mexidos, servida abraçada por fatias de broa.
Taberna do Largo
Largo de S. Domingos 69
Porto
Horário: Terça a quinta e ao domingo das 11h às 24h e à sexta e ao sábado até à 1h.
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Desejo que cada uma das pessoas empreendedoras que estão dentro de empregos desalinhados com os seus talentos, conquistem a liberdade para abrirem os seus próprios negócios.
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Volta ao Porto em oito tascas imperdíveis
A Invicta em oito paragens saborosas e familiares. Eis algumas tascas onde vale a pena provar o Porto.
Por José Augusto Moreira/Fugas
Pastelão de sardinhas e iscas de bacalhau
O fado é, por assim dizer, uma espécie de apêndice que deu notoriedade à casa, mas o mais importante é, como facilmente se constata à primeira vista, a dona Piedade. Daí que o nome oficial seja praticamente ignorado e o local quase sempre referido como a Adega da Piedade. É ela quem comanda o negócio, impõe o ritmo e, mais importante de tudo, toma conta da cozinha de onde saem deliciosos e diversificados petiscos que costumam atrair a clientela a partir de meados da tarde.
Toda a fama às francesinhas
A fama das francesinhas desta casa minúscula já correu mundo e há hoje quem venha dos quatro cantos do planeta com o objectivo marcado de as provar. A sanduíche que nos últimos tempos se converteu numa referência portuense, e foi já considerada por revistas internacionais como uma das melhores do mundo, tem no Bufete Fase um dos seus máximos expoentes, senão mesmo o maior. Assim o ditaram as escolhas organizadas por algumas publicações da moda, se bem que quase sempre com critérios de maior mediatismo que de objectividade. A clientela, essa, acaba, no entanto, por confirmar diariamente essas escolhas, fazendo pacientes filas para provar o pitéu.
Asseada e com muito mais do que sandes de presunto
Um enorme contra-senso, é o mínimo que se pode dizer. A verdade é que já nem é tasca, nem muito menos badalhoca. Mas o nome que à partida seria mais do que suficiente para afugentar qualquer tipo de clientela parece estar na base do enorme sucesso da casa. O nome, mas também o presunto que tornou famosas as suas sandes.
Queijo, pernil assado e as redes sociais
Um enorme sucesso que brotou das redes sociais e transformou o outrora pacato estabelecimento dos irmãos Guedes num local de visita quase obrigatória. Especialmente para os jovens viajantes em buscas de refeições simples e a qualquer hora do dia. O chamariz são as sandes de pernil assado, com as quais é possível acomodar o estômago por parcos 2,75 euros.
Um cachorro quente muito original
A cerveja, fresca e borbulhante, e os originalíssimos cachorros explicam, por si só, todo o sucesso deste espaço improvável e de dimensões quase labirínticas, tal como a artéria vizinha ao Teatro Nacional de São João onde se situa. Balcão em meia-lua em cujos bancos se podem empoleirar, cotovelo com cotovelo, até 14 convivas, voltados para os dois coordenados funcionários que tudo fazem num espaço que dificilmente irá além dos dois a três metros quadrados. Um prodígio de eficiência e ritmo que só tem paralelo com a cadência com que os clientes cedem o lugar àqueles que nas suas costas esperam pela vez para serem servidos.
Presunto, broa de Avintes e vinhos de Baião
Este é um daqueles lugares onde não há margem para dúvidas. Espreita-se do meio da rua e a fila de cotovelos apoiados no balcão, tigela na outra mão e olhares que vagueiam entre o tecto e a televisão que brilha ao fundo da sala dizem quase tudo. Mais uma vez, os vinhos de Baião parecem gozar por aqui de grande fama, sendo anunciados mesmo que a origem não seja de todo comprovável.
No Bolhão, mas como se fosse na Bairrada
Leitão da Bairrada no Porto? Pois claro! Mesmo que isso ponha em causa a lógica do velhíssimo ditado que coloca Maomé a caminho da montanha e não ao contrário. Este é, digamos assim, o milagre de Nelson, que todos os dias (excepto aos domingos e segundas) faz de um pequeno espaço do mercado do Bolhão um cantinho da Bairrada, com leitão assado e espumantes como na versão original.
Cave minúscula e à moda antiga
Dá-se com ele, mas nem sempre será fácil. Meio escondido no topo nascente da Praça dos Poveiros, este buraquinho parece querer mostrar-se difícil na hora de saborear. A questão, para que não restem dúvidas, é que a inscrição com o nome só se revela quando abordamos os oito degraus que é preciso descer para este labiríntico estabelecimento de comes e bebes. Além da identificação, a inscrição revela tratar-se de uma "casa especializada em bons petiscos, bucho, papas, caldo verde, sandes, lanches e bons vinhos".
Veja mais propostas para uma rota das tascas do Porto no P3 (http://p3.publico.pt/vicios/gula)
Desejo que cada uma das pessoas empreendedoras que estão dentro de empregos desalinhados com os seus talentos, conquistem a liberdade para abrirem os seus próprios negócios.
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
O Vinho
O Vinho
E, da parra espreitando o gesto insubmersível,
dizemos nele haver indícios penitentes
da líquida e casta sofreguidão. Impoluto,
o vinho recompensa os horizontes, desfigura
em tempo inverso da miséria o desconforto.
Eis do vinho
a breve e difusa tenção, o lento ardor.
Retirai do vinho o esquecimento —
resta um pasmo acre e sem memória.
Retirai-lhe o sono e a viola — oh, não restará
senão o impasse nu.
Não violeis jamais do vinho
a clara redenção. Respeitai sempre
o purpúreo consolo que o habita.
E, se acaso
a terra trabalhais em água e dor,
cultivai sempre o futuro incorruptível,
o sonho trasfegado
em vossos lagares manipulai,
por forma a oferecer sempre aos transidos
irmãos vossos
a vida re-habitada, o fresco e branco acto
de beber.
Poema de A. M. Pires Cabral,
poeta e prosador transmontano.
#wine #winelover #vinho
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Desejo que cada uma das pessoas empreendedoras que estão dentro de empregos desalinhados com os seus talentos, conquistem a liberdade para abrirem os seus próprios negócios.
Taberna do Largo
Formadas em Psicologia e Sociologia, Sofia Príncipe, Joana Conde e Teresa Domingues não esperaram pela iminente carta de despedimento do centro de formação Novas Oportunidades em que trabalhavam e decidiram "mudar o rumo" das suas vidas.
Juntaram as poupanças e abriram as portas da Taberna do Largo, misturando uma mercearia, um "wine bar" e uma petisqueira de produtos portugueses num espaço da Baixa portuense onde outrora funcionou uma gráfica.
Não é fácil descobrirem pequenos produtores nacionais de "coisas raras e difíceis de encontrar" que não se vendem nas grandes superfícies. Mais difícil do que encontrar estes fornecedores, porém, foi "tratar dos alvarás e licenças" e da "papelada repetida infinitamente" que adiou quase
Não é fácil descobrirem pequenos produtores nacionais de "coisas raras e difíceis de encontrar" que não se vendem nas grandes superfícies. Mais difícil do que encontrar estes fornecedores, porém, foi "tratar dos alvarás e licenças" e da "papelada repetida infinitamente" que adiou quase
Não recorremos a crédito e programas de incentivo. Informamo-nos, mas seria mais burocracia ainda.
Sofia Príncipe
Sócia da Taberna do Largo
um ano a abertura do negócio, que comemora um ano em Fevereiro. O investimento inicial "foi tudo a título pessoal". "Não recorremos a créditos nem programas de incentivo. Informámo-nos, mas iria ser mais burocracia ainda", resumiu Sofia Príncipe.
Instaladas no concorrido Largo de São Domingos, as três sócias estão a ter a primeira experiência por conta própria, que tem "o lado bom" de serem elas "a dar a cara" e o "menos bom da responsabilidade que recai" sobre elas. Já a escolha da restauração foi "questão de gosto pessoal" e não "porque vai dar dinheiro", notou a empresária. Mais de metade dos clientes são estrangeiros, a quem têm dado a provar a "estupeta" algarvia, os "maranhos" (bucho recheado) da Sertã com pão de Mirandela ou o Bolinhol de Vizela.
Instaladas no concorrido Largo de São Domingos, as três sócias estão a ter a primeira experiência por conta própria, que tem "o lado bom" de serem elas "a dar a cara" e o "menos bom da responsabilidade que recai" sobre elas. Já a escolha da restauração foi "questão de gosto pessoal" e não "porque vai dar dinheiro", notou a empresária. Mais de metade dos clientes são estrangeiros, a quem têm dado a provar a "estupeta" algarvia, os "maranhos" (bucho recheado) da Sertã com pão de Mirandela ou o Bolinhol de Vizela.
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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Rota das Tabernas
Matar o tempo ao balcão, à volta de um petisco que faça a cama a uma “taça” de tinto ou branco ainda é uma forma de convívio cultivada nas terras do cante alentejano. Aliás, uma coisa nem vive sem a outra, mas de outro modo. As gentes escasseiam, mercê da emigração, e os serões são hoje mais curtos e menos regulares. Os espaços, esses, é que se mantêm, modernizados e geridos por novas gerações de taberneiros. Ao todo, nos concelhos de Almodôvar, Beja, Castro Verde, Mértola, Ourique e Serpa, a Associação de Defesa do Património de Mértola (ADPM) inventariou 50 tabernas mais próximas do conceito original, atribuiu-lhes sinalética e juntou-as num roteiro turístico em português, inglês e espanhol. Na mira de uma procura turística que, acredita, será expressiva.
Diário do Alentejo
Texto Carla Ferreira
Fotos José Serrano
Desejo que cada uma das pessoas empreendedoras que estão dentro de empregos desalinhados com os seus talentos, conquistem a liberdade para abrirem os seus próprios negócios.
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