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sexta-feira, 23 de maio de 2014

Surf na taça: um vinho português que vai pra praia com você


 Por Rogerio Ruschel (*)
No Brasil praia combina com cachaça e cerveja. Em nossos milhares de quilômetros de praia é difícil encontrar alguém tomando vinho, mas isto é uma questão de hábito (e cultural, certamente) porque o vinho pode e deve regar os melhores momentos da sua vida, onde quer que eles aconteçam. Então, porque não na praia? Estes surfistas abaixo pensam em vinho até debaixo d’água, como dá pra imaginar...


Pelo que dizem os surfistas, um bom dia de surfe significa boas horas de conversa com os amigos, recarregar as baterias com energia solar, uma boa comida, um ambiente relax. Um bom dia do surf faz você esquecer a crise e pode “salvar a alma” de uma semana ruim no trabalho.

Se é assim mesmo, um dia de surfe merece um brinde! Esta foi a ideia do designer Isaac Afonso e do redator Tiago Cruz da agência JWT de Lisboa, ao transportar para a embalagem de um vinho português da Quinta do Monte d'Oiro Estate uma homenagem às ondas e à comunidade de surf de Peniche (Portugal) chamada de "Califórnia da Europa", onde uma etapa do ASP World Championship Tour é realizada a cada ano. Interessado? 

Os vinhos podem ser encontrados no restaurante local Tasca do Joel, lojas de surf e hospedarias de surfistas. O restaurante serve o vinho na beira da praia – veja acima as bandeiras do restaurante na praia do Peniche e abaixo o que espera a rapaziada corajosa quando bate a sede e a fome.. 

Para registro: Peniche é uma praia que fica próximo da praia de Nazaré conhecida pelas ondas gigantes, onde, recentemente a surfista brasileira Maya Gabeira quase morreu.
(*) Rogerio Ruschel é brasileiro, jornalista, enófilo e  editor do blog In Vino Viajas ( http://invinoviajas.blogspot.com.br/), onde este post foi publicado originalmente em janeiro de 2014.







quinta-feira, 15 de maio de 2014

Vale do Douro, Portugal, é destino de enoturismo sugerido pela revista Fodors e pelo Trip Advisor para 2014


Por Rogerio Ruschel (*)
Uma das regiões vinícolas mais antigas do mundo e um patrimônio mundial da UNESCO, o Vale do Douro em Portugal continua a ser uma das pedras preciosas menos explorados da Europa. (Conheça os vinhedos tombados pela Unesco em http://invinoviajas.blogspot.com.br/2013/03/seis-vinhedos-patrimonio-da-humanidade.html )

Mas isso pode mudar em breve e esta é uma das razões para viajar em 2014. Premios recentes aos vinhos produzidos no país, especialmente os profundos e ricos tintos do Douro e os Vinhos Verdes efervescentes que ainda têm preços acessíveis se comparados a similares da Franca, Itália e Espanha, têm estimulado a indústria do turismo e da hospitalidade ao longo da rota do vinho. Ou das rotas do vinho, porque Portugal tem oficialmente onze Rotas do Vinho:

Rota dos Vinhos Verdes, Rota do Vinho do Porto, Rota das Vinhas de Cister, Rota do Vinho do Dão, Rota dos Vinhos da Bairrada, Rota do Vinho da Beira Interior, Rota da Vinha e do Vinho do Ribajeto, Rota do Vinho do Oeste, Rota do Vinho da Costa Azul, Rota dos Vinhos de Bucelas, Carcavelos e Colares e Rota do Vinho do Alentejo.

Porto (acima e abaixo), segunda maior cidade de Portugal e âncora do Vale do Rio Douro, está na beira do mar e por isso, além da presença de prédios, bens culturais e arquitetura de grande valor cultural e histórico, também oferece ótima gastronomia e a possibilidade de passar um dia na praia. Aliás, Porto ficou na segunda posição da lista dos 10 destinos Europeus emergentes do TripAdvisor Traveler's Choice em 2013.

Nenhuma viagem a esta região é completa sem um clássico passeio de barco pelo rio Douro, que se revela em curvas e colinas harmoniosas que além de grande beleza cênica, são também um Patrimônio da Humanidade. Segundo muitas pessoas, esta é a região vinícola mais linda do mundo.
Na mesma região está também a Rota dos Vinhos Verdes que explora os jovens vinhos produzidos em todo o rio Minho. A melhor época para ir é no verão (Junho a Agosto) quando está quente e os vinhedos estão carregados; em setembro a oferta de atrativos se amplia (e o movimento de turistas também) com a colheita das uvas.


(*) Rogerio Ruschel mora e trabalha em São Paulo, Brasil, é jornalista e enófilo e um profundo admirador de Portugal, suas qualidades e belezas. Para ler outros posts sobre enoturismo, cultura do vinho e turismo de qualidade, acesse http://invinoviajas.blogspot.com.br/ 

 

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Licor feito com borra do café, criação de portugueses e espanhóis, é uma das melhores invenções de 2013 pela revista Times

Por Rogerio Ruschel (*)

Pesquisadores da Universidade do Minho, de Portugal, e da Missão Biológica da Galícia (órgão do Conselho Superior de Pesquisas Científicas da Espanha - CSIC) anunciaram formalmente a criação de uma nova bebida, um destilado produzido a partir das borras de café e que já foi provado e aprovado positivamente pelo provadores do Consejo Regulador de las Indicaciones Geográficas Aguardientes y Licores Tradicionales de Galicia. O novo destilado – que vem sendo considerado um licor - foi destacado pela revista Time, dos Estados Unidos, como uma das 25 melhores invenções de 2013.


O desenvolvimento da nova bebida foi publicado na revista especializada LWT – Food Science e Tecnologia Magazine e foi o segundo artigo mais lido dos últimos três meses. O artigo descreve a metodologia de produção da bebida e sua caracterização aromática e o perfil sensorial. 
Resumidamente, um dos pesquisadores informa que a borra de café é fermentada através de um processo hidrotérmico com a adição de açúca; em seguida o líquido é destilado para se obter uma bebida com 40 graus de álcool, com sabor e aroma de café e praticamente livre de cafeína, que desaparece na destilação. Segundo a revista Time, a nova bebida é tão forte quanto tequile e vodka e o sabor pode melhorar com a idade, ao envelhecer. 
A caracterização aromática da nova bebida foi feita pela Dra. Mar Vilanova de la Torre (acima), pesquisadora do CSIC e especialista em vinhos e destilados, em conjunto com membros do “Panel de Catadores del Consejo Regulador de Orujo de Galicia”, como de alta qualidade e com um perfil aromático muito peculiar. A produção é relativamente simples e econômica e também ecológica, porque a matéria-prima é um resíduo da indústria alimentícia, especialmente cafeeira. Atualmente a invenção está sendo patenteado para início de produção em escala e comercialização.
Espero que pesquisadores e empresários portugueses procurem produtores de café do Brasil para uma parceria de negócios que beneficie todo o mundo.
(*) Rogerio Ruschel mora e trabalha em São Paulo, Brasil, é jornalista e enófilo e gosta de café bem feito. Para ler outros posts sobre enoturismo, cultura do vinho e turismo de qualidade acesse  http://invinoviajas.blogspot.com.br/  - Post publicado originalmente em janeiro de 2014 no blog In Vino Viajas


quarta-feira, 23 de abril de 2014

Uma aventura histórica no “Clos de Cayres”, o vinhedo português perdido em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, Brasil


Por Rogerio Ruschel (*)
Arqueólogos brasileiros encontraram resquícios de uma fábrica de vinhos artesanais da primeira metade do século XX no sítio arqueológico Chácara Cayres, no município de São Bernardo do Campo distante 20 quilometros de São Paulo, a maior metrópole da America Latina. O antigo proprietário, Sr.  Aurélio Fonseca Fernandes Cayres, nascido em Portugal, utilizava a chácara para lazer familiar mas produzia uva e vinho com tecnologias importadas: experiência portuguesa, barris de carvalho francês e garrafas européias de grés. De acordo com os arqueólogos, a adega pesquisada mostra resquícios de ter possuído até 32 barris e quatro tonéis (veja imagens abaixo) e o tipo de vinho poderia ser o famoso “vinho verde” português. Pesquisa da arqueóloga Graciela de Souza Oliver (Univesidade Federal de Minas Gerais) publicado na Revista Brasileira de História no. 54 baseado em trabalhos do engenheiro Julio Inglez de Souza (livro “Origens do vinhedo paulista”, de 1959) e do médico e viticultor Luis Pereira Barreto (artigos técnicos publicados entre 1896 e 1900 na Revista Agrícola) identifica produção vinícola em cerca de 30 municípios paulistanos entre 1880 e 1900, especialmente ao longo das ferrovias Mogiana, Paulista e Sorocabana. Entre elas São Bernardo do Campo é citada discretamente, mas não se sabe se a referência era sobre a Chácara Cayres; por isso ela continua sendo um “elo perdido”.

Pode ser novidade para os que pensam que foram os italianos que “inventaram” a vitivinicultura no Brasil. Os portugueses tinham tudo para ser os grandes produtores de vinho em nosso país, até porque tem grande experiência - se produz e consome vinho em Portugal há pelo menos 2.500 anos. E são grandes consumidores: nas treze caravelas que partiram de Portugal com Pedro Alvares Cabral e chegaram ao Brasil em 1500, estavam pelo menos 65 mil litros de vinho para consumo dos marinheiros!

Além disso poucos foram os portugueses que introduziram a uva em nosso país; considera-se o donatário da Capitania de São Vicente, o português Martim Afonso de Sousa em 1532 o primeiro vinicultor em terras brasileiras, ao plantar videiras vindas da Ilha da Madeira no litoral paulista, na verdade com pouco sucesso devido às condições climáticas.

Mas os portugueses optaram por cultivar cana de açúcar e especialmente no Nordeste do Brasil, com mão de obra escrava, não só porque existia grande mercado internacional para o açúcar e porque a cachaça era muito bemvinda nos eventos sociais, mas também por questões de estratégia de política interna. É que para garantir a comercialização de seu vinho para o Brasil e evitar uma eventual concorrência, Portugal proibiu a fabricação de vinhos na colônia entre 1789 até 1808, ano da transferência da coroa portuguesa para o Brasil. Isso permitiu que muitos nobres ficassem ricos exportando enormes toneis de vinho português para o Brasil, como mostra a imagem de frances Debret datada de 1830, abaixo.

Hoje pode-se achar isso um erro estratégico, mas como saber que o Novo Mundo poderia se tornar um grande produtor mundial de vinho há mais de 300 anos atrás? Como registro histórico deve-se dizer que desde 1650 os jesuítas produziam vinhos no Brasil, na região sul do país, mas basicamente para consumo religioso. Mas foi isso que aconteceu: os portugueses perderam o “bonde da história vinícola no Brasil” e deixaram que os italianos assumissem a liderança da produção de vinhos em terras tropicais, mesmo tendo chegado ao Brasil mais de três séculos depois dos portugueses (a partir de 1870). Se a família Cayres tivesse continuado o trabalho do Sr. Aurélio depois de sua morte, talvez hoje pudéssemos ter um pequeno e charmoso vinhedo português na Grande São Paulo, algo assim como o pequeno e badalado vinhedo Clos de Montmartre, perto da igreja Sacre Couer em Paris, cujos 1.556 m² foram “engolidos” pelo crescimento da capital francesa e hoje gera receita para a Prefeitura de Paris - veja abaixo a foto e leia o post aqui, em http://invinoviajas.blogspot.com.br/2013/05/clos-de-montmartre-o-pequeno-vinhedo.htmll

Mas nosso vinhedo “Clos de Cayres”, perdido no tempo e na poeira do progresso, teria uma grande vantagem: estaria ao largo da via Anchieta, uma rodovia que recebe milhares de veículos por dia, em direção ao litoral paulista. Já pensou na oportunidade turística disso?
Como In Vino Viajas é prestigiado por muitos leitores portugueses, publicamos a seguir trechos curiosos do artigo do arqueólogo. “Adegas, garrafas, tinas e tonéis apontam notadamente para a função da Chácara Cayres enquanto vinícola, com a especificidade de que estava reutilizando garrafas portuguesas para engarrafar seus próprios vinhos, os quais, é possível, ganhavam novos rótulos em papel (veja abaixo).

As garrafas, por sua vez, deveriam ser adquiridas de um único fornecedor de usados (que as obtinha de fontes que importavam vinho do norte português), figura conhecida em outras épocas como 'garrafeiro', denominação que, no início do século XX, era atribuída às pessoas que se dedicavam a comercializar contentores de bebidas descartados.

As marcas nas garrafas indicam que o importador no Brasil as comprava de fabricantes localizados no norte de Portugal, como Aveiro e o distrito de Vila Nova de Gaia, área conhecida mundialmente pela produção de vinho do Porto (veja abaixo).

Ressalta-se que a região de Aveiro, em cujo subsolo abundam jazidas argilosas, é também uma área tradicional de produção cerâmica em Portugal, quer no que se refere à olaria popular vermelha ou preta, quer no que toca à faiança e porcelana. Assim, as garrafas de 'grés salgado' (salt-glazed) foram produzidas para a demanda local de contentores de vinho, exportadas para diversas partes do mundo. Claro está que os produtores não concebiam, no entanto, as dimensões alcançadas na relação entre usos pretendidos e usos reais que estes artefatos alcançaram. Os selos das garrafas também apontam para a produção e exportação do 'vinho verde', que advém de uma região ainda mais específica de fabrico, igualmente no norte português. O 'vinho verde', branco ou tinto, é assim denominado devido às características edafoclimáticas do local onde é produzido, tendo uma concentração de ácido málico superior ao que é frequente encontrar em outras regiões de Portugal. 

Além deste selo, o material arqueológico aponta para uma fase de crescente exportação de vinhos portugueses, a partir das políticas de fortalecimento dos produtores locais em tempos de crise. É o que se vê na marca 'RCVNP - Porto'. Entre os fundadores da companhia, contam-se vultos da aristocracia vinhateira de então. A RCVNP procurava aperfeiçoar os vinhos, publicando instruções para o melhoramento de processos de vinificação, adequados às exigências do Mercado.  Por que as garrafas, teoricamente destinadas ao consumo de um produto, estariam acumuladas às centenas na adega de um imigrante português em São Bernardo do Campo, no Brasil? A presença desses artefatos permite tecer considerações em torno do reuso de objetos e das táticas conjugadas pelos consumidores para burlar os problemas que surgiam no dia-a-dia. Permite, ainda, aventar questões sobre os desafios, para contextos brasileiros, das datações relativas a partir das barras cronológicas estabelecidas por South nos anos 1970.”

Se algum leitor puder ajudar a recuperar a memória desta pesquisa arqueológica, com fatos, depoimentos pu imagens, basta entrar em contato com o editor, que ficará muito agradecido. 
O artigo científico foi publicado no Volume 8, número 1 do Boletim do Museu Paraense Emilio Goeldi de Ciências Humanas, de Belém, Pará, Brasil, em janeiro de 2013. Imagens de propriedade da Zanettini Arquelogia ou pesquisadas em outras fontes.
Post publicado originalmente no blog In Vino Viajas de agosto de 2013 - acesse aqui: http://invinoviajas.blogspot.com.br/2013/08/fazenda-dos-cayres-em-sao-bernardo-do.html
 

(*) Rogerio Ruschel (rruschel@uol.com.br) mora e trabalha em São Paulo, Brasil, é enófilo, jornalista, viajante inveterado e aprecia muito - mas muito mesmo - vinhos portugueses.



 
 

terça-feira, 8 de abril de 2014

Conheça os 50 Grandes Vinhos Portugueses selecionados como preferenciais para o mercado brasileiro em 2014



Por Rogerio Ruschel, de São Paulo, Brasil (*)

Em setembro de 2013 foi realizada em São Paulo, Brasil, a elegante, deliciosa e irretocável apresentação dos “50 Grandes Vinhos Portugueses para o mercado brasileiro”. Trata-se da segunda edição de uma grande ideia promocional da Vinhos de Portugal no Brasil: selecionar os 50 rótulos de vinhos portugueses que terão preferência promocional para o mercado brasileiro em 2014. Os 50 rótulos foram selecionados por Dirceu Vianna Júnior, brasileiro radicado em Londres (executivo da importadora e distribuidora de vinhos Coe Vintners e consultor de vinícolas), único Master of Wine sul-americano e de fala portuguesa.
 

Vianna degustou cerca de 460 garrafas de vinhos oriundos de todas as nove regiões vitivinícolas de Portugal e selecionou 50 rótulos que jornalistas, sommeliers, chefs e comerciantes convidados puderam conhecer. Oito dos rótulos foram degustados em sugestões de harmonização durante o almoço no Restaurante Leopolldo Jardins, entre brancos (alvarinho, arinto e moscatel) e tintos das castas touriga nacional do Douro - a belíssima região de enoturismo (foto abaixo), trincadeira do Alentejo e baga de Bairrada.

Obviamente fazer esta seleção é uma tarefa complicada, mas Vianna afirma que foi muito cuidadoso. “Tenho confiança de que não deixei passar nenhum vinho sem ter demonstrado o devido respeito por cada garrafa. Em certos casos, garrafas foram separadas e degustei esses vinhos várias vezes, para ter certeza”. A seleção incluiu vinhos com foco no mercado brasileiro, com alternativas para todos os gostos e bolsos – vinhos com preço final entre R$ 45,00 e R$ 600,00: 24% dos rótulos tem menos de R$ 100,00; 33% deles entre R$ 100,00 e R$ 200,00; 14% dos selecionados tem entre R$ 200,00 e R$ 300,00 e apenas 19% tem preço sugerido para o consumidor final acima de R$ 300,00.

Jorge Monteiro, presidente dos Vinhos de Portugal, ressaltou a importância dos vinhos portugueses no Brasil: ocupando a terceira posição, a expectativa de produtores e importadores é que já em 2013 Portugal possa ocupar o segundo lugar como fonte de vinhos estrangeiros no país. Além de reforçar as vendas (estima-se um aumento de 25% em vendas nos próximos três anos), o evento teve como objetivo, segundo Monteiro, “reforçar a imagem de Portugal como país de excelentes vinhos, com qualidade consistente, de uma enorme diversidade de aromas e sabores e uma ótima relação custo-benefício.”

O que é uma absoluta verdade. Todos os vinhos que provei, evidentemente, eram ótimos. Mas recomendarei para meus amigos e leitores pelo menos tres deles. O primeiro é um tinto, o Passadouro Touriga Nacional 2010, da Quinta do Passadouro Sociedade Agrícola, do Douro (abaixo), com notas de frutas pretas, suavemente doce, amadeirado sem exageros, com aromas de ervas e chá preto e que apesar de jovem é atraente e bem estruturado. O final na boca é excelente – fiquei com desejo de “quero mais”. Veja abaixo a cor vibrante da uva touriga nacional.

O outro é um  branco em embalagem bem charmosa (veja a foto). Trata-se do Muro do Melgaço, um vinho verde Alvarinho Monção e Melgado, safra 2011 (veja a cor da uva, abaixo) da Anselmo Mendes Vinhos, um clássico. Produzido voltado para o sul, com influência do oceano atlântico, tem boa acidez, e as esperadas notas de frutas cítricas, com textura cremosa. Pode ser guardado por 10 anos. Gostei do final de boca bastante refrescante e mineralizado.

O terceiro é um vinho que acompanhou a sobremesa - uma cocada com dadolata de abóbora e sorvete de paçoca. Provei duas sugestões de harmonização, mas me encantei com o Bacalhôa Moscatel Roxo, produzido em 2001 pela Bacalhôa Vinhos de Portugal na Península de Setúbal, com uma maravilhosa cor dourada. Depois de ficar oito anos em barricas de carvalho de 200 litros servidas a whisky, se apresentou doce, rico e bem equilibrado, com um final delicado – acho que foi feito para acompanhar cocadas com abóbora feitos no Brasil... Veja abaixo a cor da uva e o Bacalhôa degustado.

Veja a lista completa dos 50 vinhos que serão incentivados promocionalmente no mercado brasilero durante o ano de 2014 em http://www.winesofportugal.info/pagina.php?codNode=123312
Publicado originalmente em setembro de 2013 em In Vino Viajas - 

(*) Rogerio Ruschel ( rruschel@uol.com.br) mora e trabalha em São Paulo, Brasil, é jornalista, enófilo e apreciador de vinhos portugueses.


segunda-feira, 24 de março de 2014

Rogerio Ruschel, o novo jornalista do João Sem Vinho.


Rogerio Ruschel, é o novo reforço editorial do João Sem Vinho!

Rogerio Ruschel, mora e trabalha em São Paulo, Brasil, onde é jornalista, enófilo e consultor especializado em sustentabilidade socioambiental. Ruschel é editor do blog In Vino Viajas, de enoturismo, cultura do vinho e turismo de qualidade, que tem leitores em 87 países.

Ficámos mais ricos!

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