sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Os melhores vinhos para beber em 2014

Fique a conhecer as escolhas de José A. Salvador, crítico de vinhos da VISÃO, para o ano que agora começa. Vinhos para beber e não esquecer

Dos vinhos saboreados com data de colheita, durante o ano transato, aqui se registam os que mais me impressionaram pela sua qualidade excecional, entre brancos, rosés, tintos, Portos, Madeiras e Moscatel de Setúbal. Uma viagem báquica constituída por uma garrafeira de 50 vinhos que ilustram o que de melhor se produz no nosso país.

Durante este período em apreço, destaco também a região do Douro, ainda Património da Humanidade, que nos "ofereceu" uma das mais extraordinárias declarações de Porto Vintage 2011. Continua a ser a melhor região vitivinícola de Portugal e uma das melhores do mundo pela sua viticultura e enologia. Neste capítulo, destaque para o enólogo do ano: António Agrellos, da Quinta do Noval, que lançou o melhor vinho do ano entre todas as categorias: o Quinta do Noval Porto Vintage Nacional 2011.


Ler mais: http://visao.sapo.pt/os-melhores-vinhos-para-beber-em-2014=f765657#ixzz2rzwsewrU

O Porco de Raça Alentejana - Sabores de Barrancos!


O Porco de Raça Alentejana - Sabores de Barrancos!
Pequenos Produtores Portugueses 

A Sabores de Barrancos enviou-nos os seus produtos!
Manter vivas as tradições de ser português!
https://www.facebook.com/pages/Sabores-de-Barrancos/1406953682851222

Encomendas:
Telefone 285 958 205
E-mail qualidadesaboresdebarrancos@gmail.com
Morada: Parque Empresarial, Lote C1
7230-000 Barrancos

"Historicamente preservado em Portugal, o porco de Raça Alentejana é descendente do mediterraneus javali do sul, derivando do tronco ibérico ou românico e, devido à sua genética e inexistência de cruzamento com outras raças, regista maior capacidade de infiltração de gordura intramuscular. Assim se explicam as nervuras marmoreadas que dão à carne uma untuosidade e textura únicas e um paladar e aroma inconfundíveis

O Porco de Raça Alentejana pasta em total liberdade no montado durante 14 a 16 meses e alimenta-se de bolota (cerca de sete quilos por dia) e pasto.

(DOP) - Denominação de Origem Protegida encontra-se consagrada pelo uso e a produção deste produto a tempos imemoriais sendo os montados de Barrancos já legalmente protegidos desde 1513. O uso da Denominação de Origem obriga a que o presunto seja obtido de acordo com as regras estipuladas no caderno de especificações, que inclui as condições de criação do porco em regime de montanheira, as suas condições de abate, as regras de transformação dos pernis e a marcação e acondicionamento dos presuntos.

Compre aos Pequenos Produtores Portugueses e apoie a economia local!!!
Ajude-nos a identificar os bons produtos da sua terra.

Pequenos Produtores Portugueses
https://www.facebook.com/pequenosprodutoresportugueses

O Vale do Douro - Douro`s River Valley


O Vale do Douro, compreendido entre Barqueiros e a fronteira,é fruto dos prodígios da natureza, mas também do esforço e da energia despendida pelo homem na sua transformação. A vinha que gera as castas do célebre #Vinho do #Porto é a causa e a razão maior de todo este árduo trabalho. Séculos de labuta, fadiga e suor humano, desventraram a terra, removeram o xisto maciço, moldaram os muros e patamares de socalcos para arrimar as videiras, erguendo esta obra colossal, que Marquês de Pombal recompensaria, no século XVIII, com o título de primeira Região Demarcada do mundo.

#wine #winelover #vinhos #portugal #douro 

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Mouchão Licoroso



Este é um vinho licoroso produzido com base na casta Alicante Bouschet. Após a fermentação, estagia em tonéis de 1,000 litros, de carvalho português, durante pelo menos 4 anos. É um vinho com fortes aromas a ameixa, compotas e especiarias, profundo e elegante que na boca apresenta uma frescura intensa e um final de boca persistente e prolongado. Este licoroso evidencia uma excelente capacidade de envelhecimento.
O teor alcoólico normalmente situa-se entre os 18% e os 22%.

#wine #winelover #mouchão #alentejo #vinhos

Queijo de Azeitão


Estamos a testar o famoso Queijo de Azeitão!

queijo de Azeitão é produzido a partir de leite de ovelha em alguns concelhos do distrito de Setúbal, particularmente em Palmela, Sesimbra e Azeitão. São queijos de forma cilíndrica e paredes abauladas, com cerca 5 cm de altura e 8 cm de diâmetro, pesando em média 250 g. É vendido com cerca 20 dias de cura, normalmente envolvido em papel «vegetal». A casca é fina e macia de cor amarelo-palha. É um queijo de pasta mole, com alguns olhos, de cor amarelo-ráfia, muito «amanteigado», de sabor e aroma semelhante ao queijo da Serra, embora seja um pouco mais ácido (característico).

Compre aos pequenos produtores portugueses e apoie a economia local!!! Ajude-nos a identificar os bons produtos da sua terra.

A nossa maior riqueza, os nossos produtos!
Em defesa dos consumidores e dos produtos nacionais.

Pequenos Produtores Portugueses
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#food #foodies #portugal #cheese

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O Pintas 2011 com 98/100 na Wine Spectator


O Pintas 2011 com 98/100 na Wine Spectator 

É neste momento o vinho tinto português com a pontuação mais elevada de sempre nesta revista!!! O Pintas Character 2011 também em grande destaque com 94/100 pontos!

Great news! Pintas 2011 with 98/100 at the Wine Spectator. At this moment is the portuguese red wine with the highest score ever. The Pintas Character also got a great score 94/100!

#wine #winelover #vinhos #portugal

QM Vinhas Velhas


Hoje, temos o prazer de anunciar o lançamento de mais um grande vinho: QM Vinhas Velhas.

Ao chegar ao Noroeste de Portugal, junto à bacia do Rio Minho, nasce um dos néctares mais especiais, o Alvarinho.

Quintas de Melgaço - Agricultura e Turismo, S.A.
https://www.facebook.com/quintasdemelgaco

#wine #winelover #vinho #alvarinho 

Guia de Restaurantes com Vinho do Porto



O novo Guia de Restaurantes com Vinho do Porto já está disponível no Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP). 


Este guia é publicado pelo IVDP e a publicação INTER - Magazine de Gastronomia e Restauração na sequência da 8ª edição do Concurso Gastronomia com Vinho do Porto, realizada em 2013.

O guia de Restaurantes com Vinho do Porto pode ser adquirido na loja do IVDP no Porto, na Ribeira, e no Solar de vinho do Porto, no Bairro Alto, em Lisboa.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Wine Spectator dá 98 pontos ao Pintas 2011


Pintas 2011 teve 98 pontos na Wine Spectator, a mais alta pontuação de um vinho português!!! cheers!!!

O seu vinho tinto Pintas, da colheita de 2011, acabou de receber 98 pontos na revista americana Wine Spectator. Esta pontuação é a mais alta dada por esta revista a um vinho não-generoso português; o anterior máximo estava na posse do Quinta do Vale Meão 2004, com 97 pontos. Curiosamente, mesmo esta pontuação foi igualada pela colheita de 2011 e pelo Chryseia do mesmo ano, todos tintos do Douro. O Quinta do Vallado Field Blend Reserva ficou logo atrás, com 96 pontos.

O Vinho


O Vinho

E, da parra espreitando o gesto insubmersível,
dizemos nele haver indícios penitentes
da líquida e casta sofreguidão. Impoluto,
o vinho recompensa os horizontes, desfigura
em tempo inverso da miséria o desconforto.
Eis do vinho
a breve e difusa tenção, o lento ardor.
Retirai do vinho o esquecimento —
resta um pasmo acre e sem memória.
Retirai-lhe o sono e a viola — oh, não restará
senão o impasse nu.
Não violeis jamais do vinho
a clara redenção. Respeitai sempre
o purpúreo consolo que o habita.
E, se acaso
a terra trabalhais em água e dor,
cultivai sempre o futuro incorruptível,
o sonho trasfegado
em vossos lagares manipulai,
por forma a oferecer sempre aos transidos
irmãos vossos
a vida re-habitada, o fresco e branco acto
de beber.

Poema de A. M. Pires Cabral,
poeta e prosador transmontano.

#wine #winelover #vinho

Os vinhos e a gastronomia portuguesa

A gastronomia portuguesa tem uma grande variedade de sabores, cores, e apresentações, com uma escolha bastante diversificada e de alta qualidade em termos de alimentos e vinhos para degustar maravilhosas refeições.
O nosso país tem uma vasta gastronomia com uma história de séculos, fazendo o nosso maior orgulho, assim como o dos nossos chefes de culinária e enólogos. Através da geografia de Portugal, iremos conhecer pratos típicos e daremos a devida relevância aos vinhos de cada região. De facto, a qualidade de uma refeição está estreitamente ligada à qualidade do vinho que a acompanha. 
Portugal apresenta de Norte a Sul uma extensa gama de vinhos, desde o verde, de uma apetitosa frescura, até ao porto, o mais generoso do Mundo.
A região do Minho oferece um excelente e saboroso vinho verde. O tinto acompanha na perfeição o eterno e conhecido Serrabulho confeccionado com carnes de porco frescas e sangue de porco cozido com batatas cozidas. Os vinhos brancos verdes, pelo grau alcoólico mais baixo e servindo quase de “refresco”, darão um sabor especial aos aperitivos de fins de tarde no Verão, com mariscos ou até com leves entradas de barbecue. Depois de passar à mesa, poderá saborear os vinhos brancos da região com umas Amêijoas à Bolha Pato, ou até mesmo uns camarões tigre grelhados com molho de manteiga ligeiramente picante. 
Mariscos cozidos vão bem com vinho branco leve, acídulo ou com vinho verde branco.
O Arroz de Lampreia desta região também poderá ser servido com um vinho tinto jovem.
Em Trás-os-Montes poderá apreciar os maravilhosos vinhos bem frutados, com um saboroso Coelho à Transmontana, ou umas Trutas do Rio Cávado num belo restaurante típico da região. O famoso Cozido à Portuguesa irá também combinar deliciosamente com um vinho tinto Transmontano.
Os brancos desta região, menos acídulos e menos jovens combinam com gratinados ou cozinhados gordos, ervas aromáticas e especiarias. Podemos pensar numa vitela assada com umas belas batatas e uns grelos ou um polvo assado no forno.
A região do Douro é conhecida pela sua tradição vinícola, assim como pelo seu saboroso Cabrito Assado no Forno, acompanhado de um bom vinho tinto.
A região mais difícil de cultivar, com encostas bem escarpadas divide-se mais ou menos em 50% vinho de região demarcada e outros 50% vinho do Porto. Os grandes vinhos do Douro estagiam em pipas de carvalho francês entre 9 e 18 meses o que lhes confere um paladar de prova único. “Pica no chão” com um tinto aromático e encorpado numa escarpa virada para o rio Douro é um prazer único que não se deve deixar para amanhã.
Esta fabulosa região também é conhecida pelo seu saboroso vinho rosé. Este tipo de vinho é um excelente acompanhante para petiscos antes da refeição, é claramente um óptimo vinho de esplanada. Mas as suas virtudes não se esgotam aqui, uma vez que combina com pratos ligeiros de Primavera e Verão, massas, ou saladas frias. 
A gastronomia desta região é tão vasta quanto os vinhos que ali se produzem.
Na tradição e cultura portuguesa “emblema”, Vinho do Porto, mundialmente conhecido e cuja grande parte da produção nacional é exportada. Os vinhos do Porto são geralmente doces, mas existem também alguns secos. São apreciados em aperitivos e para acompanhar sobremesas, mas também são utilizados na confecção de alguns pratos tipicamente portugueses, na maior parte das vezes para refrescar os molhos. 
Junto de uma lareira, poderá apurar o paladar com um vinho do Porto e um saboroso queijo ou frutos secos do nordeste português. 
A região do Dão caracteriza-se pela excelência dos seus vinhos tintos. De facto, a Chanfana combina com vinho tinto velho, aveludado, com um bom "bouquet", por ser mais redondo e aveludado. Da mesma forma como o famoso Arroz de Cabidela de Cabrito casar-se-á harmoniosamente com um vinho tinto novo, pelo seu sabor fresco e floral.
Mais a norte, a Serra da Estrela tem para oferecer o que de melhor se faz em termos de queijos, e apreciam-se com um excelente vinho tinto da região do Dão.
O conhecido Bife à Portuguesa, confeccionado com uma boa carne vermelha de novilho frito em azeite, alho e louro é regado por um gostoso vinho branco no final juntamente com umas gotas de vinagre e um pouco de manteiga e servido com batatas cozidas. Este delicioso Bife à Portuguesa requer um vinho tinto encorpado mas com alguma juventude que permita realçar o bouquet. O ideal será um vinho da casta Touriga Nacional do Dão ou do Douro.
Bairrada e o seu famoso Leitão acompanhado geralmente por umas batatas fritas estaladiças combinam com um espumante natural. Aliás os espumantes vão bem com tudo, está na moda, começar e acabar uma refeição sempre com a mesma companhia “um espumante natural “. 
A zona litoral é mais conhecida pelo mar que traz até às nossas mesas peixe fresco. De facto, certos aperitivos, peixes e Caldeirada de Peixe e até mesmo algumas sobremesas mais fortes da região de Tentúgal pedem vinhos brancos das castas locais, Maria Gomes e Bical, mais frutados e com baixa acidez.
A sardinha assada e o bacalhau da Figueira da Foz, comem-se lindamente à beira mar, com um vinho tinto novo encorpado, com alguma adstringência ou um espumante. 
Um pouco mais para o interior podemos deliciar-nos com um típico Carré de Borrego, e o seu leve molho de mostarda que casa muito bem com uma bela baga da Bairrada.
Mais a sul, na região Ribatejana, as Terras do Sado de Palmela, oferecem a casta castelão ou periquita (vinho tinto) que são óptimos para apreciar com o queijo de Azeitão. Os vinhos brancos ricos e frutados por crescerem numa zona bastante quente, conduzem-nos a uma bela esplanada de Sesimbra para saborear um espadarte grelhado e umas trouxas-de-ovos.
Em Setúbal, poderá saborear vinhos doces, tal como o Moscatel, vinhos macios e perfumados que vão ganhando vida com os anos. Estes vinhos são adequados para servir com sobremesas, ou beber como digestivo entre duas refeições. 
A região de Setúbal também é conhecida pelo seu famoso vinho rosé de Lancers. O rosé deve ser encarado como um refresco. Por essa razão deve ser leve, não deve ter graduação alcoólica elevada, deve ser um vinho leve na boca, com boa acidez e que apetece beber mais. O vinho rosé é apreciado pela sua leveza, frescura, sabor frutado e ligeiramente “pétillant”, um sabor único e preferido que oferece uma sofisticação simples, sensual e transforma qualquer situação num momento especial.  
O nosso famoso Bacalhau com as suas mil e umas maneiras de o cozinhar, é geralmente, acompanhado de vinho branco, se for cremoso, e com vinho branco mais seco se for confeccionado no forno, de maneira a compensar a gordura. O Bacalhau à Lagareiro ou Frito em azeite deverá ser servido com um vinho tinto encorpado.
Nas planícies Alentejanas, os vinhos são mais gordos, mais ricos e aveludados para acompanhar a tradicional caça, que depois se transformará em carne no forno. A Carne de Porco à Alentejana e a Vitela Alentejana requerem vinhos tintos encorpados e com bouquet. A tradicional Sopa de Cação, casa de uma forma correcta com o Antão Vaz (casta de vinho branco). Quanto aos Petiscos Alentejanos, estes podem ser provados com vinhos brancos mais jovens, menos carregados de aromas de maneira a não confundir os paladares, Chardonnay ou Sauvignon.  
No Algarve, poderá apreciar os vinhos brancos algarvios, essencialmente da zona de Lagoa, com marisco fresco, Camarão cozido, Percebes ou até umas Lulas grelhadas na esplanada de restaurante de Portimão, junto a uma bela praia. 
Um bom pargo no forno deve ser servido com vinho branco mais seco, encorpado e capitoso.
No que diz respeito aos vinhos tintos, estes acompanham harmoniosamente as carnes brancas e legumes grelhados. 
Quanto às belas saladas algarvias com orégãos, combinam com vinho tinto.
Como aperitivo, o melhor é um Madeira Seco, que nos pode estimular o apetite para a refeição. Como digestivo, e para terminar a refeição deverá servir-se uma aguardente vínica ou bagaceira.
Todos estes vinhos e gastronomia representam a forma de ser e estar dos portugueses e dos valores a eles ligados – alegria de viver, sol, luz, cor, prazer, bem-estar, cultura e história, geografia, carácter, integridade e muito mais!

Taberna do Largo


Formadas em Psicologia e Sociologia, Sofia Príncipe, Joana Conde e Teresa Domingues não esperaram pela iminente carta de despedimento do centro de formação Novas Oportunidades em que trabalhavam e decidiram "mudar o rumo" das suas vidas.

Juntaram as poupanças e abriram as portas da Taberna do Largo, misturando uma mercearia, um "wine bar" e uma petisqueira de produtos portugueses num espaço da Baixa portuense onde outrora funcionou uma gráfica.

Não é fácil descobrirem pequenos produtores nacionais de "coisas raras e difíceis de encontrar" que não se vendem nas grandes superfícies. Mais difícil do que encontrar estes fornecedores, porém, foi "tratar dos alvarás e licenças" e da "papelada repetida infinitamente" que adiou quase
Não recorremos a crédito e programas de incentivo. Informamo-nos, mas seria mais burocracia ainda.
 
Sofia Príncipe
Sócia da Taberna do Largo
um ano a abertura do negócio, que comemora um ano em Fevereiro. O investimento inicial "foi tudo a título pessoal". "Não recorremos a créditos nem programas de incentivo. Informámo-nos, mas iria ser mais burocracia ainda", resumiu Sofia Príncipe. 

Instaladas no concorrido Largo de São Domingos, as três sócias estão a ter a primeira experiência por conta própria, que tem "o lado bom" de serem elas "a dar a cara" e o "menos bom da responsabilidade que recai" sobre elas. Já a escolha da restauração foi "questão de gosto pessoal" e não "porque vai dar dinheiro", notou a empresária. Mais de metade dos clientes são estrangeiros, a quem têm dado a provar a "estupeta" algarvia, os "maranhos" (bucho recheado) da Sertã com pão de Mirandela ou o Bolinhol de Vizela. 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Aroma do Vinho


Aroma. É o cheiro ou odor que vem do vinho. Temos uma primeira camada com o aroma da uva. Em seguida, os aromas resultantes da vinificação. Há um terceiro tipo de aroma, originário do envelhecimento, que acontece dentro da garrafa, e chamado de buquê. Aroma de boca ou retrogosto é aquela percepção de sabor deixada pelo vinho na boca depois de ser degustado. Alguns críticos marcam quanto tempo esse sabor demora na boca. E isso vale bons pontos.

Rota das Tabernas


Matar o tempo ao balcão, à volta de um petisco que faça a cama a uma “taça” de tinto ou branco ainda é uma forma de convívio cultivada nas terras do cante alentejano. Aliás, uma coisa nem vive sem a outra, mas de outro modo. As gentes escasseiam, mercê da emigração, e os serões são hoje mais curtos e menos regulares. Os espaços, esses, é que se mantêm, modernizados e geridos por novas gerações de taberneiros. Ao todo, nos concelhos de Almodôvar, Beja, Castro Verde, Mértola, Ourique e Serpa, a Associação de Defesa do Património de Mértola (ADPM) inventariou 50 tabernas mais próximas do conceito original, atribuiu-lhes sinalética e juntou-as num roteiro turístico em português, inglês e espanhol. Na mira de uma procura turística que, acredita, será expressiva.


Diário do Alentejo
Texto Carla Ferreira
Fotos José Serrano

7 reasons Lisbon could be Europe's coolest city


Think they stay out late in Madrid? In nightlife areas such as Bairro Alto, Lisbonites stay out until dawn -- then keep going.

LISBOA É A CIDADE MAIS COOL DA EUROPA 
Quem o diz é a CNN, que elege a capital portuguesa pela atmosfera, charme, boa comida e vida nocturna.

If it means being loaded with atmosphere, charm, great food and nightlife, yet ignored by the bulk of travelers, then Lisbon deserves consideration as Europe's coolest capital.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Copo & Alma - Os Melhores 353 Vinhos 2014

guia_caCopo & Alma - Os Melhores 353 Vinhos 2014

O Guia Copo & Alma - Melhores Vinhos do Ano celebra a sua nona edição, tendo sido em 2010 transportado para a versão digital, tornando-se assim o primeiro guia electrónico de vinhos do país. Disponível no site w-anibal.com, o guia traz-lhe a melhor informação, notas de prova e uma selecção pessoal de Aníbal Coutinho dos vinhos que marcam o ano 2014. É a oportunidade que lhe faltava para conhecer o que de melhor se faz em Portugal no sector do vinho.

Wine, wine, we love wine!



Wine, wine, we love wine!
You know that, of course. And, one of the MOST important tools for a wine lover is a...wine opener! Now, we admit that there are MANY excellent wines now being sold that boast the new "screw top". And, we feel that this is really a more eco-friendly option than cork. However, MOST of the wine sold today still has a cork, or a cork-like synthetic product, and for that, you need a wine opener!

The Connoisseur Wine Set is a stunning example of a wine opener set. This lovely set makes the perfect gift for any wine lover! The ergonomically designed corkscrew allows anyone to effortlessly remove corks like a professional. Additional accessories include foil cutter, two bottle stoppers, wine pourer, replacement worm, wine thermometer and drip ring.

Contents:

1 Deluxe wine opener, stainless
1 Extra Worm
1 Drip Ring, polished stainless steel
1 Foil cutter
1 Wine pourer
2 Bottle stoopers, stainless steel
1 Thermometer, glass

We have several other wine openers available. Check them out, and get one for yourself as well! Cheers!

Mestres Cervejeiros reúnem-se para debater revolução da cerveja artesanal.


A Revolução da Cerveja Artesanal. 
Este é o nome da conferência que decorre, este sábado, no Valadares - Teatro Municipal de Caminha, no âmbito do ArtBeerFest Talks.

A iniciativa, que vai reunir mestres cervejeiros, não só de Portugal, mas de outros países como Espanha ou Bélgica, está esgotada, pelo que a OG Associados, em parceria com a Câmara Municipal de Caminha, prevê realizar outras ao longo do ano.

De 10 a 13 de julho, Caminha recebe o ArtBeerFest 2014 e volta a ser o ponto de encontro entre produtores de cerveja artesanal, apreciadores do produto ou simples curiosos atraídos pela vontade de provar novos sabores. Até lá, a organização promove outras atividades como é o caso desta conferência.

Octávio Costa explica que este evento é um ponto de encontro daquilo que está a surgir dentro do movimento dos cervejeiros. Além disso, assegura, esta conferência vai permitir “o relacionamento em rede de informação com parceiros nacionais e estrangeiros e a projeção de players bem identificados nessa mesma rede”.

Do painel de conferencistas, todos “Master Brewers”, em português mestres cervejeiros, faz mesmo parte Carlo Grootaert, que é considerado um dos 10 mais conceituados cervejeiros mundiais pela Rater Magazine USA, a maior referência especializada internacional.

Também a posição de Portugal e Galiza no panorama cervejeiro artesanal vai ser discutida. 

Quanto ao ArtBeerFest, cuja primeira edição foi lançada no ano passado, Octávio Costa mostra-se satisfeito com o sucesso alcançado e revela que o evento vai acontecer também em lisboa (outubro) e Vigo (junho).


Uma “descentralização e consolidação” que, assegura, não vai fazer perder as origens. ArtBeerFest é e será de Caminha (julho).

Antes do evento propriamente dito, o Valadares -Teatro Municipal recebe, este sábado, cerca de 90 participantes, maioritariamente profissionais da área, nacionais e internacionais, que vão poder ouvir a experiência de outros produtores de cervejas artesanais.

Fill the Gap - Quebrar barreiras entre a cozinha e o campo


Quebrar barreiras entre a cozinha e o campo 
Novos Rurais - Farming Culture 

É o que pretende fazer Sasu Laukkonen. O #chef finlandês criou um projecto chamado Fill the Gap, a começar a partir de Abril, que quer ligar #cozinheiros e #produtores desde os tempos de escola.

Dois anos atrás, Sasu, o chef do restaurante Chef & Sommelier, em Helsínquia, começou a ver que quem trabalha numa cozinha não percebe minimamente o trabalho dos produtores, nem sequer o significado de melhores ingredientes. “Os chefs diziam que trabalhavam com bons produtos. Mas o que é isso? Caviar?”, perguntava Sasu na altura. “Os pratos que os chefs criam não existiriam sem a contribuição preciosa dos #agricultores e do solo que eles trabalham. “

#food #foodies #farmers

Quinta dos Aciprestes 2009


O Quinta dos Aciprestes 2009, da Real Companhia Velha, Porto, ingressou na lista dos 100 Top Value Wines da Wine Spectator, com os respectivos 91 pontos já concedidos na ultima pontuação. Re-lembramos que o vinho foi eleito como o melhor vinho do Douro na categoria dos $20!

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Castas e suas influências na produção de vinhos


Cepas Tintas

Aragonez (Tinta Roriz no Douro e Tempranillo em Espanha) – taninos macios e notas de fruta vermelha quando maduro, baixa acidez. Se for colhido verde dá vinhos muito taninosos e desequilibrados

Touriga Nacional – exuberância aromática, violeta, bergamota e alguma laranja mesmo. Bom corpo e bons taninos

Syrah – casta que dá aos vinhos estrutura mas ao mesmo tempo elegância. Notas de fruta preta, violeta e algum animal. Vinhos com potencial de envelhecimento

Tinta Miúda (Graciano em Espanha) – casta cada vez mais importante possui grande acidez natural. Vinhos não tão exuberantes e fáceis como das outras castas, mais elegante, notas de terra. Taninos firmes gerando vinhos com potencial de envelhecimento

Cabernet Sauvignon – Aporta notas vegetais mesmo quando está madurão, grande estrutura e taninos bem presentes.

Trincadeira (Tinta Amarela no Douro) –notas de alguma ameixa passa; predominando um aroma herbáceo associado a especiarias e alguma pimenta,; na boca, os vinhos são geralmente macios e com algum acídulo, mostrando notas semelhantes ao aroma. No geral, apresentam boa aptidão para envelhecimento.

Alicante Bouschet – base dos tintos da região, esta casta tintureira origina vinhos muito concentrados de cor, ricos em substâncias fenólicas (encorpados) com aromas vinhosos bem evidentes lembrando compota de ameixa bem madura.

#wine #winelovers #castas #vinhos

Único catedrático em viticultura em Portugal produz vinho em Lousada

Rogério de Castro testa novos modelos e ideias na Quinta de Lourosa 

Acredita que o caminho faz-se caminhando. Passo a passo. Assim se fez a sua vida e a sua carreira na área da vitivinicultura. Tem o culto de planear, porém, frequentemente, o sonhador sobrepõe-se ao planeador. Confessa-se admirador de António Gedeão que imortalizou a máxima "o sonho comanda a vida". Na adolescência decidiu que não queria estudar mas antes ser agricultor.

Foi cumprir o plano até perceber que sem estudos não iria longe. Voltou à escola, formou-se em Engenharia Agronómica. A seguir, decidiu que não queria ensinar… mas tornou-se docente e é, actualmente, o único professor catedrático de Viticultura em Portugal.

Pelo meio, nunca perdeu de vista a grande paixão: o campo e a vinha. Em Lousada recuperou, juntamente com a família, a Quinta de Lourosa, onde pôs em prática as suas experiências de investigação, que hoje são reconhecidas e postas em prática em vários países de todo o mundo.
Conheça Rogério de Castro. 

Paixão pela terra desde o berço
Duas páginas não seriam suficientes só para dar conta do extenso currículo profissional de Rogério de Castro. Sejamos pois sucintos: licenciou-se em Engenharia Agronómica, em 1975, pelo Instituto Superior de Agronomia/Universidade Técnica de Lisboa, doutorando-se em Ciências Agrárias anos mais tarde; tornou-se docente e investigador das áreas de viticultura e horto-fruticultura, leccionando em várias universidades portuguesas, e é Professor Catedrático do Instituto Superior de Agronomia (ISA) desde 1994; foi coordenador dos três primeiros cursos de Mestrado em Viticultura e Enologia do país e presidiu à respectiva Comissão Científica; participou em dezenas de estágios, congressos e simpósios por todo o mundo; coopera/faz consultadoria em vários organismos públicos e privados; já orientou mais de uma centena de teses de licenciatura, mestrado e doutoramento e coordenou vários projectos nacionais e europeus – é o representante de Portugal no Bureau e no Comité do Groupe d'Études des Systèmes de Conduite de la Vigne (GESCO), desde 1993 -; e é autor e co-autor de mais de 200 trabalhos publicados.
Mas no meio de toda esta vida preenchida e dedicada ao ensino, à investigação e à produção de conhecimento, Rogério de Castro nunca perdeu de vista a sua grande paixão: o contacto com a terra e com a vinha.

Talvez o gosto venha do berço. Rogério de Castro nasceu em Gondomar, há 66 anos, numa família numerosa e ligada à agricultura e à vitivinicultura há várias gerações. Sendo o mais novo de sete irmãos, e tendo muitos primos, a infância fez-se de inúmeras actividades culturais mas também agrícolas, em cada sempre cheia, conta o professor catedrático. Apesar de nunca ter tido grande apetência ou habilidade para a modalidade, na escola os intervalos eram preenchidos com "bravíssimos jogos de futebol". Praticou depois um pouco de atletismo amador, e, hoje, as modalidades preferidas, como observador, são o hóquei em patins e o ciclismo, mas o "desporto" que mais o fascinava, e ainda fascina, é a agricultura.

Estudar ou não estudar, eis a questão
Esse período de crescimento foi, por isso, fértil em aprendizagem, ligada ao lazer e também ao trabalho agrícola. "Desde que me conheço que quase brincávamos fazendo agricultura", recorda Rogério de Castro. "Bem cedo, habituamo-nos a brincar nas vinhas, na vindima ou a fazer a trasfega do vinho", num trabalho muitas vezes duro mas aliciante, acrescenta.

Ainda hoje não sabe quando decidiu que seria esse o seu caminho. "Acho que não decidi, foi acontecendo", explica o dono da Quinta de Lourosa. Por volta dos 10 anos já tinha uma certeza: não queria estudar mas se estudasse seria Agronomia. Na adolescência quis sair da escola, ainda que contra a vontade dos pais, e tornou-se, durante um período, jovem agricultor a tempo inteiro. "Isso criou uma angústia aos meus pais e aos meus irmãos, que estavam todos a estudar. Era o puto irreverente que queria ser agricultor. Naquele tempo ser agricultor pressupunha não estudar, o que era gravíssimo, porque nenhuma actividade se pode desenvolver muito se não houver formação", acredita Rogério de Castro.

Resolveu então retomar os estudos de forma enérgica. Antes, ainda fez cursos psicotécnicos, para ter a certeza que seria essa a sua vocação, e o resultado foi inequívoco: Agronomia. Seguiu para Lisboa, para o curso de Engenharia Agronómica no Instituto Superior de Agronomia. Bom aluno, foi monitor de viticultura no último ano e estagiou na Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes. Surgiu então a hipótese de concorrer para professor assistente do ISA, nesta área. "Mas tal como na minha adolescência tinha decidido não estudar (e depois fui), também quando fiz o curso tinha tomado uma decisão: não ficaria em Lisboa e, muito menos, na universidade e a dar aulas", conta o docente. Só que ganhou o concurso… e ficou. Progrediu na carreira e, desde há 18 anos, é professor catedrático em Viticultura. "E, infelizmente para mim, e para o país em certa medida, sou ainda hoje o único catedrático das universidades portuguesas em Viticultura", refere.

Descobriu no ensino outra paixão. Mas nunca a separou da prática agrícola e vitivinícola nem da investigação. "Não é fácil ter-se um bom desempenho como professor se, subjacente a essa actividade não houver uma actividade de produção de conhecimento ou uma componente experimental. Se temos a nossa actividade só no ensino ele torna-se estéril e enfadonho", acredita Rogério de Castro. Por isso, logo no segundo ano como docente, começou a espalhar ensaios experimentais por todo o país, nas áreas da fruticultura e viticultura. Gradualmente, envolveu-se em projectos do sector empresarial e as oportunidades, que soube aproveitar, foram surgindo. Com a entrada do país na Comunidade Europeia, acabou por ser convidado para representar Portugal em vários projectos, já que era o único doutorado da área na altura. Foi também aí que integrou o GESCO, grupo europeu onde preside à secção de "Controlo de Rendimento e Qualidade".

Aquilo que antes era uma rejeição - a educação e o ensino - quase se tornou uma dependência. Durante vários anos esteve mais ligado à universidade e investigação aplicada, mas, sendo um homem que gosta de "criar pontes", procurou sempre uma ligação ao tecido empresarial. "Quando a crise começou a adivinhar-se e havia menos meios de investigação senti o chamamento de avançar para projectos de criação de riqueza e aplicar o know-how existente", confirma o vitivinicultor, que apostou na Quinta de Lourosa.  

E, porque tudo é complementar, ao longo de 40 anos nunca deixou de estar ligado à terra. "Sinto que não teria sido feliz no ensino sem isso, sem essa vivência. As duas coisas são inseparáveis", confessa o investigador. É que "trabalhar na vinha, andar com o tractor, permite perceber se é fácil ou difícil trabalhar neste ou naquele modelo", explica.

Prepara aulas enquanto anda de tractor
Vai ao campo quase todos os dias, por vezes várias vezes ao dia ou mesmo dias inteiros. "Aqui na Quinta, quando está bom tempo, dificilmente consigo estar fechado. Quando vejo bom tempo sinto um chamamento e tenho que ir às vinhas, por necessidade empresarial e por questões psicológicas. Tenho que mexer nas coisas", assume Rogério de Castro. É ali que testa os seus conhecimentos, que idealiza modelos de trabalho, que vê o que correu bem ou mal e que tenta perceber o que há a mudar e a simplificar. "A vinha é um espaço fundamental. Quase preparo conferências e aulas enquanto ando com o tractor a pulverizar, a capinar… durante horas", explica. O professor defende ainda que ninguém consegue trabalhar bem na vinha se não estiver "com ela" com muita frequência. "O segredo da viticultura está na frequência de observação das coisas e na intensidade com que se actua. É preciso ter coragem de ir à vinha e não fazer coisa nenhuma ou de recuar e proceder a intervenções com mais leveza. E isso é difícil, porque todos nós gostamos de ver trabalho", conclui.

Na vinha, apesar de a fase da colheita/vindima ser o corolário de um ano de trabalho, a sua fase preferida é a intervenção em verde: "É das coisas que mais gosto. A planta reage às nossas intervenções, há aprendizagem contínua e diálogo. O ponto fraco da viticultura é que a intervenção do homem sobre a planta dá-se sobretudo quando ela está parada e não reage".

Por ter um trabalho de uma vida nesta área, vê com interesse este regresso aos campos das gerações mais novas, mas avisa que esta tem que ser realista. "É preciso que as pessoas venham para fazer e consigam criar condições de sustentabilidade. Imagina-se um mundo rural diferente do que ele é. Ele é duro. Agora está na moda, começa a ser apetecido, mas é preciso ver se se conseguem criar condições para que se viva com dignidade, porque um dos males do mundo rural no passado foi a perda de estatuto e de dignidade que levou os melhores a fugir", conclui.

 
Na Quinta de Lourosa nasceu o "Ferrari" dos sistemas de condução de vinhas
A Quinta de Lourosa faz parte da sua vida desde que se recorda. "Esta quinta está na família há mais de um século e o meu pai acabou por comprar as partes dos restantes herdeiros. Venho cá desde a meninice. Lembro-me que a única razão válida para faltar às aulas na escola primária era para vir com ele à quinta", recorda Rogério de Castro.

A ligação manteve-se ao longo dos anos, até que, por vontade de todos os irmãos, decidiram vender. "Determinamos valores, apareceram candidatos e, no dia em que íamos decidir a quem vender, desafiei uma irmã a evitar a venda", conta. Uns anos mais tarde, com a família, lançou-se no desafio de criar novas vinhas e dar vida às ruínas em que se transformou a casa. De Lisboa vieram morar para o Porto, enquanto decorriam as obras que criaram também um espaço de turismo rural, e, mal puderam, há cerca de 12 anos, venderam tudo e mudaram-se para Lousada.
A par disso, os conhecimentos de Rogério de Castro permitiram-lhe relançar a quinta em termos agrícolas. Os campos, divididos em pequenas parcelas, nem sempre contíguas, tornavam o espaço inviável. Num trabalho de quase 30 anos arrendou terrenos, vendeu e trocou outros, até conseguir o que chama de "emparcelamento funcional". "Era preciso criar condições para que as coisas funcionassem em termos económicos e ergonómicos. Que fosse possível fazer vinhas mecanizáveis e viabilizar o projecto", salienta o vitivinicultor.

Na Quinta de Lourosa pôs em prática muitos dos modelos que acabaram por ser exportados. Foi ali que se fez o primeiro campo de selecção de castas Arinto (Pedernã) em Portugal e que foi criado o sistema "Lys" de condução das videiras. "Fizemos ensaios e várias teses de mestrado e doutoramento. Hoje estão em campos experimentais na Europa e em todo o mundo", confirma o docente universitário. "Ainda há uns meses, estava no Uruguai com um colega e, numa das empresas que fomos visitar, foram-nos mostrar um sistema que era muito interessante. E foi muito divertido porque o meu colega no fim da visita disse: 'Olhe o criador do sistema está aqui, é o Rogério de Castro", conta. 

Produzem 250 mil litros de vinho por ano
Este sistema não é mais que um conceito dinâmico que continua a evoluir. "Isto é como um bom carro. Alguém com pouca aptidão para a condução se se envolve com um Ferrari tem muitas hipóteses de na primeira curva se esbarrar. Este sistema é o Ferrari da viticultura e, se for mal conduzido, transforma-se num carro desastroso", exemplifica.

Em Lousada, com a filha Joana de Castro, enóloga que partilha com ele este projecto, produziram vinhos reconhecidos e premiados. Rogério de Castro diz que ainda há muito a fazer e que é um sonhador, mas acata com realismo que é preciso produzir vinhos sempre melhores que sejam apreciados pelo consumidor. "Temos que fazer vinhos excelentes não só para nós, mas que os consumidores achem que são possíveis e acessíveis", assume.

Face à crise e à quebra de poder de compra, exportam sobretudo para a Alemanha, Polónia, Suíça e também Cinha e Japão, em pequenas quantidades. Produzem cerca de 250 mil litros de vinho por ano, em 27 hectares de vinha. "Não pretendemos aumentar, queremos é valorizar o nosso produto", salienta Rogério de Castro.

 
Quem é Rogério de Castro?

À pergunta responde primeiro com um "nem eu sei", mas logo se define como "um sonhador que gosta de fazer coisas: de escrever, de comunicar, de ter tempo para actuar sobre o terreno em termos operacionais e que gosta muito de criar pontes no sentido social e inter-organismos". Rogério de Castro não corre para os prémios, mas não esconde que gosta de ser reconhecido pelo seu trabalho, como tem acontecido – em 2012, dois livros em que foi co-autor foram premiados pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho; foi distinguido como "Cavaleiro de Honra" do GESCO, entre outros. Por outro lado, assume que não suporta oportunismo nem admite que se percam oportunidades.

Humilde e frontal gosta da natureza, mas gosta sobretudo das pessoas e considera o desempenho dos alunos que ajudou a formar como o seu "maior património". Desde criança, apesar de ter nascido em família "portista", é adepto do Belenenses. Gosta da escrita de Eduardo Agualusa, Mário Zambujal e Fernando Namora, entre muitos outros, e ouve sobretudo música ligeira, deleita-se de Zeca Afonso a Chico Buarque. A sua cor favorita é o verde.

"Lousada ou Lisboa?", pergunto. "As duas, cada qual a seu tempo", confessa. "Lousada é uma vila simpática, em que me sinto bem. Não conheço muita gente daqui mas, da que conheço, há gente muito interessante", admite Rogério de Castro.

Gosta de viajar, mas falta-lhe tempo. No passado, os projectos de investigação e congressos levaram-no a todo o mundo (Japão, Alemanha, França, Itália, Brasil, Uruguai, Estados Unidos…). "Já antes, enquanto professor assistente, as minhas férias passavam por fazer campismo, com a família, pela Europa, fazendo estágios em cada estação", explica. 

Quando o questiono sobre os três vinhos que prefere não os consegue elencar. "Elencar três vinhos significa penalizar milhares", frisa. Diz-me antes os seus preferidos da Quinta de Lourosa: o "Quinta de Lourosa", que bebe mais vezes; o "Vinhas de Lourosa", que é o melhor par uma refeição de um dia de trabalho; e para uma ocasião especial, o "Quinta de Lourosa – Alvarinho" ou o espumante rosé da Quinta. Todos eles devem ser consumidos em boa companhia e em ambientes com dignidade, para serem valorizados, defende.

Para o futuro, só tem um sonho, continuar a fazer aquilo de que mais gosta. "O meu sonho é ir fazendo coisas interessantes e ser útil. Enquanto me sentir útil serei feliz", conclui Rogério de Castro. 

Quinta do Vale Meão 2011 Douro Tinto


O Quinta do Vale Meão 2011 Douro Tinto acaba de receber a fantástica classificação de 97 pontos pela Revista Wine Spectator
Esta conquista significa para nós o extraordinário feito de colocar dois dos nossos vinhos (um Porto e um Douro), da mesma colheita, na fasquia dos vinhos considerados Clássicos (95-100 pontos) por esta Revista.


Quinta do Vale Meão 2011 Douro Red has just been rated with the fantastic score of 97 points by Wine Spectator!
This achievement has a great meaning to us: the extraordinary achievement of having two of our wines (a Port and a Douro), from the same vintage year, considered as Classics (95-100 points), by this magazine.


JOÃO SEM VINHO o seu wine coach.
https://www.facebook.com/joaosemvinho 

A Pérola do Bolhão - Porto, Portugal


A Pérola do Bolhão - Porto, Portugal
Alguém faz as compras ainda em Mercearias Antigas???
Pequenos Produtores Portugueses 

Fixar o olhar nas fachadas das mercearias antigas, sem conter o desejo de entrar. É mesmo preciso entrar, e comprar uns biscoitinhos artesanais, umas compotas com memórias dos nossos avós, deixar que o tempo avance devagarinho com rotinas que hoje em dia quase nos vão escapando.

Mercearia tradicional, fundada em 1917 por António Rodrigues Reis. 
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